I
O Eike Batista fez do Município de São João da Barra o paraíso dos afoitos com o seu Porto Açu. Tendo a conveniência e conluio do Governo do Rio, exponencialmente por amizade do Governador Sérgio Cabral, e seus secretários de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, e de Ambiente, Carlos Minc, fez com que investimentos previstos para outras cidades migrassem para o seu "negócio", como foi o caso da Fábrica de Tubos Flexíveis da empresa Technip, que estava prevista para ser construída no Porto de Angra - teve até cerimônia no Palácio do Governo no Rio, mas que, por conta do terrorismo que foi criado com a informação de que seria feita uma Apa Marinha Estadual da Baía da Ilha Grande (que nunca saiu do discurso, e que foi vendida como algo que seria bastante restritiva), fez afugentar esse empreendimento da cidade, que coincidentemente foi parar no Porto Açu. O mesmo documento inexistente, mas anunciado que seria criado, serviu também de instrumento para a negativa do Estado em relação ao projeto de expansão do terminal Aquaviário - Tebig. Tendo o apadrinhamento de figuras importantes no mundo político no exercício do poder, como o ex-presidente Lula, não mexeu no próprio bolso para bancar sua sanha, o Bndes foi generoso ao extremo. E agora, como cantaria o Lobão: Quem é que vai pagar por isso?
II
Então fica assim...
A Presidenta Dilma Rousseff entendeu que a mensagem das ruas era somente sobre a reforma Política, como se os serviços públicos prestados à população - sob o comando do Governo dela e demais governantes, estivessem uma beleza e não fizessem parte dos protestos.
Para tanto, ela encaminhou - via mãos do vice-presidente, Michel Temer uma Mensagem ao Congresso Nacional com "sugestões" de tópicos pelo Executivo, ou seja: para dentro a conversa é a de compreensão do papel de cada um nesse jogo; diferentemente do que tem sido para fora - onde o discurso oficial sempre vem acompanhado de dedo em riste para os congressistas.
Mas, pasmem: nas "sugestões" da petista para a Reforma Política, só há tópicos que envolvem as eleições para os Legislativos e Senado, nadica de nada sobre o Executivo, como o fim da reeleição, por exemplo.
É isso, a bola agora está com os deputados e senadores.
Não que as "sugestões" não sejam boas para a discussão, é que o olhar só ficou centrado nos vizinhos, e nada pra dentro da própria Casa.
Esse bode vai ser sacrificado na mesma sala onde foi colocado, ou seja, em Brasília, não tenho dúvidas. rs
III
Os lobistas e atravessadores políticos de várias naturezas estão ficando sem espaço. Foi-se o tempo em que eram necessários em boa parte dos casos para se conseguir uma agenda com governantes. pelo que vejo agora, basta mobilizar pessoas e ir às ruas, a prioridade nas agendas das autoridades é imediatamente revista, passando a ser o atendimento ao pedido de reunião das "lideranças" dessas mobilizações. A coisa é tão diferente que não é alguém do Governo que diz quando poderá atender, são os manifestantes que dizem se querem ser atendidos e quando. Novos tempos no Brasil...
IV
O #VemPraCaixa: Beneficiários do Bolsa Família entupiram as agências;
O #VemPraRua: mantenedores do programa social entupiram as ruas.
O Brasil vai se mobilizando...
V
Outro dia eu assistia a uma matéria na Rede Globo sobre as manifestações populares, quando a repórter Glória Maria dizia, enquanto as lentes da câmera fechavam no rosto de uma jovem manifestante, que "eles só queriam dialogar". No estadao e no Politica Estadão, num dia desses, eu lia um Artigo de um acadêmico que dizia faltar diálogo entre governantes e população. Na revista VEJA, salvo engano na coluna Radar On-line - Lauro Jardim, também estava escrito sobre a incapacidade de dialogar das autoridades eleitas pelo voto popular. Na Globo News, especialistas e cientistas políticos falavam sobre a necessidade de haver mais diálogo entre políticos e eleitor. Li agora que o Governo quer criar, por meio de uma Secretaria ligada a Presidência da República, um canal de diálogo com os jovens nas redes sociais. Pois bem, como já disse, esse é o meu negócio. Faço profissionalmente monitoramento das mídias sociais, métricas específicas, análises de conteúdo e estatísticas, além de desenvolver projetos de comunicação e interatividade pelas redes sociais. Isto posto, tão logo os cidadãos foram às ruas protestar, li, vi e ouvi muita gente falando um monte de coisas, leituras apressadas sobre o fenômeno social contemporâneo, o que sempre respeitei. Mas, cá com meus botões, em meu blog publiquei, mesmo sendo criticado - à posteriori - por jornalistas, críticos e militantes partidários contrários as minhas opiniões, sobre a causa, e não dos visíveis efeitos. Sustentei e jamais tive dúvidas do que expressei e compartilhei - em postagem que teve muitos leitores.
Em 18/06/13, publiquei:_ "Falta Diálogo no Brasil, e o Povo Reage"
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10h21min. - adelsonpimenta@ig.com.br



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