Clique -aqui- e leia a matéria de referência - do Banco Mundial
Clique sobre a imagem e visualize-a melhor
Sob o título "Com gerenciamento de desastres, Brasil poderia economizar bilhões de reais", o artigo publicado em 19/11/12 na página oficial do Banco Mundial chamou a atenção para a desassistência governamental sobre investimentos importantes que deveriam ter sido providenciados na área de prevenção, como engenharia de contenção de encostas, abertura de canais de escoamento de águas pluviais, ordenamento no uso e ocupação territorial, planos habitacionais para correção de déficits - orientados por instruções e normas técnicas adequadas a cada local, entre outras coisas, é o meu entendimento sobre o assunto. Mas, importante dizer, que o Banco Mundial tomou por base o anunciado em agosto de 2012 do chamado Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais (2012 - 2014). Dos R$ 18,8 bilhões previstos para serem investidos, 83% foi a reserva para financiar obras capazes de prevenir e/ou diminuir os efeitos das catástrofes.
Tenho acessado as informações possíveis e disponíveis de boa parte dos estados e cidades onde os impactos das chuvas e suas consequências registram maiores danos e, honestamente falando, alguma coisa não deve estar dando certo - o planejado e anunciado com pompas pelo Governo federal está longe de estar acontecendo de fato. Há problemas sabidos como falta de pessoal qualificado nas prefeituras, excesso de burocracia nos procedimentos administrativos, demoras e entraves na contratação de empresas especializadas na engenharia de contenção de encostas, por exemplo, entre várias outras coisas, mas, convenhamos, é preciso desburocratizar, fazer a fila andar. É neste contexto que compreendo o artigo do Banco Mundial.
Pessoas estão morrendo e muitas outras continuam sujeitas aos riscos pela falta de investimento público, pela perda da organização urbana, pelo descaso com as necessárias políticas públicas voltadas para esta questão, pela ausência ou ineficiência de fiscalização. Enquanto os Governos não se dispuserem à ir além das promessas e da liberação de alguns recursos, as obras que de fato continuarão sendo feitas é a ampliação de cemitérios para enterrar nossa gente morta por consequência da falta de governança sobre esta questão. Estamos chegando ao fim de 2013 e só Deus sabe o que de fato desse planejamento foi executado, até que as chuvas do próximo verão nos mostrem uma realidade cada vez mais dura.
É o meu entendimento.
-
16h01min. - adelsonpimenta@ig.com.br



Nenhum comentário:
Postar um comentário